Dinheiro em Pauta

Comparador de composição de carteira

Edite os pesos de cada carteira e veja o efeito em CAGR, Drawdown, Ulcer Index e Sharpe/Sortino — dados reais de jan/2006 a jun/2026, mesma base usada nos artigos do blog. Os dois gráficos de cada linha usam sempre a mesma escala vertical, pra comparação justa. Tem também um otimizador que busca composições por restrições e uma calculadora de taxa de retirada (PWR/SWR).

Carteira 1

Padrão: 30/20/40/5/5

Carteira 2

Padrão: 40/45/5/5/5

Otimizador de composição

Experimente

Em vez de ajustar pesos manualmente, diga o que você quer (CAGR mínimo, perda máxima tolerável, Sharpe...) e deixe o comparador procurar a composição que atende.

Encontrar taxa de retirada

Experimente

Simula milhares de trajetórias sintéticas (bootstrap estacionário sobre o histórico real da carteira) e encontra a maior taxa de retirada anual — sacada em parcelas mensais iguais, fixas em termos reais sobre o capital inicial, não um percentual do saldo atual — que atinge o percentual de sucesso escolhido: perpétua (PWR) e/ou por horizonte fixo (SWR).

CAGR por janela móvel de tamanho fixo

Cada ponto é uma janela específica de tamanho fixo, deslizando mês a mês pelo histórico — dá pra ver quando o CAGR daquele tamanho de janela foi melhor ou pior ao longo do tempo, não só a distribuição geral (essa distribuição resumida em percentis é o gráfico de CAGR logo abaixo).

10 ano(s)

Quantas vezes cada carteira venceu

O que é, como se calcula e como ler este gráfico

O que é: a série completa de CAGRs de janelas de um tamanho fixo (o que você escolhe no slider), uma por posição no tempo — não uma distribuição resumida, e sim a trajetória real.

Como se calcula: pra cada mês de início possível, calcula o CAGR da janela daquele tamanho começando ali; a linha conecta esses valores, posicionados no mês em que cada janela termina. A tabela ao lado conta, entre todas as janelas desse tamanho, quantas vezes o CAGR da Carteira 1 foi maior que o da Carteira 2, quantas vezes foi o contrário, e quantos empates (raríssimo).

Como ler: ajuste o slider pra ver janelas mais curtas (mais ruidosas, mais sensíveis ao ponto de entrada) ou mais longas (mais suaves). Os pontos no fim da linha mostram o CAGR da janela mais recente; a linha de estatísticas abaixo do gráfico resume o pior, a mediana e o melhor CAGR observado entre todas as janelas desse tamanho.

CAGR

Retorno anualizado composto, por tamanho de janela (1–18 anos). Mediana + faixas de percentil (60% e 90% centrais) + pior/melhor caso observado.

Carteira 1

Carteira 2

O que é, como se calcula e como ler este gráfico

O que é: a taxa de retorno anual que, se repetida igual todo ano, teria transformado o capital inicial no capital final observado — é a forma padrão de resumir "quanto a carteira rendeu por ano", suavizando a variação mês a mês.

Como se calcula: pega o produto de (1 + retorno) de cada mês da janela, eleva a 12/n (n = número de meses) e subtrai 1.

Como ler: o eixo X é o tamanho do período investido, de 1 a 18 anos. A linha é a mediana do CAGR entre todas as janelas históricas daquele tamanho; as faixas mostram onde caíram 60% e 90% dos casos; as linhas pontilhadas marcam o pior e o melhor caso já observado — nenhum é projeção futura.

Drawdown

Trajetória "underwater" completa — % abaixo do pico anterior, mês a mês, ao longo de todo o histórico (jan/2006–jun/2026). Não varia por tamanho de janela. Cada episódio de queda ≥10% do pico anterior vira um badge numerado no fundo da curva; os detalhes de cada um (pico, fundo, queda, recuperação e o evento histórico, quando identificável) ficam na tabela logo abaixo de cada gráfico.

Carteira 1

Carteira 2

O que é, como se calcula e como ler este gráfico

O que é: quanto o capital chegou a cair, em %, em relação ao maior valor que ele já tinha atingido até aquele momento — a "dor" de ver o patrimônio encolher antes de se recuperar.

Como se calcula: a cada mês, compara o capital acumulado com o pico mais alto já visto até ali; o gráfico é essa diferença percentual, mês a mês, ao longo de toda a história. Um "episódio" começa quando a linha sai de 0%, atinge um fundo, e (se recuperar) volta a tocar 0% — só entram episódios em que o fundo chega a pelo menos 10% abaixo do pico, pra não poluir o gráfico com ruído de curto prazo.

Como ler: o eixo X aqui é o tempo real (2006–2026), não tamanho de janela. Quando a linha toca 0%, a carteira está no seu pico histórico; quanto mais fundo (mais negativo), maior a perda em relação ao pico anterior. Os vales visíveis correspondem às crises de 2008, 2015-16, 2020 e 2022. Cada badge numerado marca o fundo de um episódio — passe o mouse ou veja a tabela abaixo pra detalhes.

Perfil dos episódios de queda

Profundidade × duração de cada episódio de drawdown (mesmo critério do gráfico acima: queda ≥10% do pico anterior, mesma numeração), Carteira 1 e Carteira 2 no mesmo gráfico pra comparar diretamente. Só episódios já recuperados aparecem no gráfico de pontos (duração desconhecida enquanto não recupera); as tabelas abaixo listam todos, inclusive os ainda em curso.

Carteira 1

Carteira 2

O que é, como se calcula e como ler este gráfico

O que é: um resumo de cada crise histórica da carteira — o quanto ela caiu e o quanto tempo levou pra voltar ao pico anterior — pra comparar o "perfil de dor" das duas composições.

Como se calcula: os mesmos episódios identificados no gráfico de drawdown acima (pico → fundo → recuperação), um ponto por episódio já recuperado de cada carteira; a numeração de cada ponto é a mesma numeração do badge correspondente no gráfico de Drawdown.

Como ler: eixo X é a profundidade da queda (quanto mais à direita, mais funda); eixo Y é quantos meses levou até recuperar (quanto mais alto, mais demorado). Profundidade e duração não andam sempre juntas — uma queda rasa pode demorar mais pra recuperar do que uma queda funda, dependendo do que veio depois. As tabelas abaixo do gráfico trazem todos os episódios de cada carteira, cronologicamente, incluindo os que ainda não recuperaram (por isso não aparecem como ponto no gráfico).

Ulcer Index

Um único número que combina profundidade e duração das quedas, por tamanho de janela (1–18 anos). Mediana + faixas de percentil (60% e 90% centrais) + pior/melhor caso observado. Não é percentual — quanto maior, mais tempo o capital passou "sofrendo" abaixo do pico.

Carteira 1

Carteira 2

O que é, como se calcula e como ler este gráfico

O que é: um único número que resume o quanto a carteira "sofreu" num período — combina profundidade e duração das quedas num só índice. Quanto maior, pior (mais tempo o capital ficou "machucado" abaixo do seu pico).

Como se calcula: raiz quadrada da média dos quadrados do drawdown mês a mês, dentro da janela. Elevar ao quadrado penaliza mais uma queda funda e demorada do que uma queda rasa e rápida.

Como ler: mesmo formato do gráfico de CAGR (mediana + faixas + pior/melhor caso por tamanho de janela), mas o número aqui não é percentual — é uma medida relativa de "desconforto", útil principalmente pra comparar duas carteiras entre si.

Sharpe vs. Sortino

Retorno em excesso ao CDI por unidade de risco, por tamanho de janela. Sortino considera só a volatilidade dos meses negativos, por isso tende a ficar acima do Sharpe.

Carteira 1

Carteira 2

O que é, como se calcula e como ler este gráfico

O que é: quanto retorno a carteira entregou acima do CDI (a taxa livre de risco), para cada unidade de risco assumido. Quanto maior, melhor a relação entre o que se ganhou e o risco corrido pra ganhar.

Como se calcula: calcula o retorno em excesso mês a mês (retorno da carteira menos CDI daquele mês) e tira a média anualizada (×12) desse excesso — esse é o numerador dos dois índices. O Sharpe divide pelo desvio-padrão anualizado (×√12) de todo o excesso mensal; o Sortino divide só pela downside deviation — o desvio-padrão da parte negativa do excesso, mas calculado sobre todos os meses (não só os negativos), como definido por Sortino & van der Meer (1991) — por isso o Sortino costuma ficar mais alto, já que não penaliza a variação para cima. A anualização por √12 pressupõe retornos mês a mês sem autocorrelação relevante; é a convenção padrão de mercado, mas é uma aproximação.

Como ler: mesmo eixo X de tamanho de janela dos outros gráficos. As duas linhas (Sharpe e Sortino) e suas faixas de percentil aparecem juntas pra comparar as duas métricas diretamente — a distância entre elas mostra o quanto da "volatilidade" da carteira é oscilação pra cima, não risco de perda.

Fontes e metodologia

Os conceitos e fórmulas usados nesta página seguem a literatura de referência sobre cada tema, listada abaixo. Nenhum cálculo é proprietário ou inventado — são implementações das definições padrão da área, aplicadas aos dados reais da carteira.

Taxa de retirada (PWR/SWR): Bengen, W. P. (1994), "Determining Withdrawal Rates Using Historical Data", Journal of Financial Planning — origem do conceito de taxa de retirada segura ("regra dos 4%"); Cooley, P., Hubbard, C. & Walz, D. (1998), "Retirement Savings: Choosing a Withdrawal Rate That Is Sustainable" (o "Trinity Study"), AAII Journal.

Bootstrap estacionário (reamostragem das trajetórias sintéticas): Politis, D. N. & Romano, J. P. (1994), "The Stationary Bootstrap", Journal of the American Statistical Association, 89(428).

Ulcer Index: Martin, P. G. & McCann, B. B. (1987), The Investor's Guide to Fidelity Funds.

Sharpe Ratio: Sharpe, W. F. (1966), "Mutual Fund Performance", Journal of Business; revisado em Sharpe, W. F. (1994), "The Sharpe Ratio", Journal of Portfolio Management.

Sortino Ratio / downside deviation: Sortino, F. A. & van der Meer, R. (1991), "Downside Risk", Journal of Portfolio Management.

Limitação importante: todo o histórico usado (jan/2006–jun/2026, ~20 anos) é uma única janela específica da economia brasileira — período de juro real historicamente alto via CDI, entre outras particularidades desse ciclo. O bootstrap estacionário reamostra blocos desse mesmo histórico; ele não cria informação nova sobre cenários que não aconteceram nesses 20 anos, só reordena e recombina os que aconteceram. Isso vale sobretudo para PWR/SWR, que projeta sustentabilidade de retiradas por 30 a 70 anos a partir de uma amostra bem mais curta — trate os números como uma estimativa estatística sobre o passado observado, não uma garantia sobre o futuro.

Metodologia idêntica à usada nos artigos do blog: retorno da carteira = soma ponderada dos retornos mensais dos 5 ativos (rebalanceamento mensal); conversão nominal→real via Fisher aplicada depois de combinar, não antes; CDI oficial como taxa livre de risco para Sharpe/Sortino (não varia com a composição). Cálculo roda inteiramente no navegador. Fonte dos dados: mesma base de internal/estatisticas-carteira-aposentadoria usada nos artigos do blog. Conteúdo educacional, não é recomendação de investimento.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo — ele passa por moderação manual antes de aparecer publicamente.

2000 caracteres restantes